segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
EXPRESSÕES GAÚCHAS
EXPRESSÕES GAÚCHAS
Bobagem é espirrar na farofa
Calmo que nem água de poço
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Devagarzito como enterro de viúva rica
Extraviado que nem chinelo de bêbado
Feliz que nem lambari de sanga
Firme que nem prego em polenta
Gaúcho com ejaculação precoce é aquele que leva meia hora
Mais amontoado que uva em cacho
Mais angustiado que barata de pontacabeça
Mais ansioso que anão em comício
Mais apertado que bombacha de fresco
Mais apressado que cavalo de carteiro
Mais arisca do que china que não quer dar
Mais assustado que véia em canoa
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
Mais baixo que vôo de marreca choca
Mais bonita que laranja de amostra
Mais caro que argentina nova na zona
Mais chato que chinelo de gordo
Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
Mais comprido que cuspe de bêbado
Mais comprido que puteada de gago
Mais conhecido que parteira de campanha
Mais constrangido que padre em puteiro
Mais coxuda que leitoa em engorde
Mais curto que coice de porco
Mais curto que estribo de anão
Mais difícil que nadar de poncho
Mais duro que salame de colônia
Mais encolhido que tripa na brasa
Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
Mais faceiro que guri de bombacha nova
Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
Mais faceiro que picapau em tronqueira
Mais feio que briga de foice no escuro
Mais feio que indigestão de torresmo
Mais feio que paraguaio baleado
Mais feio que sapato de padre
Mais feliz que gordo de camiseta
Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
Mais firme que palanque em banhado
Mais gasto que fundilho de tropeiro
Mais gorduroso que telefone de açougueiro
Mais gostoso que beijo de prima
Mais grosso que dedo destroncado
Mais grosso que parafuso de patrola
Mais grosso que rolha de poço
Mais informado que gerente de funerária
Mais ligado que rádio de preso
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
Mais nojento que mocotó de ontem
Mais perdido que cachorro em dia de mudança
Mais perdido que cebola em salada de frutas
Mais perdido que cego em tiroteio
Mais pesado que sono de surdo
Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
Mais por fora que quarto de empregada
Mais por fora que surdo em bingo
Mais sério que defunto
Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
Mais sujo que pau de galinheiro
Quem revela a fonte é água mineral
Quente que nem frigideira sem cabo
Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
Solto que nem peido em bombacha
Tranqüilo que nem água de poço
Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
Calmo que nem água de poço
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Devagarzito como enterro de viúva rica
Extraviado que nem chinelo de bêbado
Feliz que nem lambari de sanga
Firme que nem prego em polenta
Gaúcho com ejaculação precoce é aquele que leva meia hora
Mais amontoado que uva em cacho
Mais angustiado que barata de pontacabeça
Mais ansioso que anão em comício
Mais apertado que bombacha de fresco
Mais apressado que cavalo de carteiro
Mais arisca do que china que não quer dar
Mais assustado que véia em canoa
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
Mais baixo que vôo de marreca choca
Mais bonita que laranja de amostra
Mais caro que argentina nova na zona
Mais chato que chinelo de gordo
Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
Mais comprido que cuspe de bêbado
Mais comprido que puteada de gago
Mais conhecido que parteira de campanha
Mais constrangido que padre em puteiro
Mais coxuda que leitoa em engorde
Mais curto que coice de porco
Mais curto que estribo de anão
Mais difícil que nadar de poncho
Mais duro que salame de colônia
Mais encolhido que tripa na brasa
Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
Mais faceiro que guri de bombacha nova
Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
Mais faceiro que picapau em tronqueira
Mais feio que briga de foice no escuro
Mais feio que indigestão de torresmo
Mais feio que paraguaio baleado
Mais feio que sapato de padre
Mais feliz que gordo de camiseta
Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
Mais firme que palanque em banhado
Mais gasto que fundilho de tropeiro
Mais gorduroso que telefone de açougueiro
Mais gostoso que beijo de prima
Mais grosso que dedo destroncado
Mais grosso que parafuso de patrola
Mais grosso que rolha de poço
Mais informado que gerente de funerária
Mais ligado que rádio de preso
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
Mais nojento que mocotó de ontem
Mais perdido que cachorro em dia de mudança
Mais perdido que cebola em salada de frutas
Mais perdido que cego em tiroteio
Mais pesado que sono de surdo
Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
Mais por fora que quarto de empregada
Mais por fora que surdo em bingo
Mais sério que defunto
Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
Mais sujo que pau de galinheiro
Quem revela a fonte é água mineral
Quente que nem frigideira sem cabo
Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
Solto que nem peido em bombacha
Tranqüilo que nem água de poço
Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
O Meu Cavalo Crioulo
Dirceu Pires Terres Pseud.: Guasca Velho Gaúcho velho largado pede aqui um intervalo para decantar seu cavalo, seu pingaço de renome, que não teme lobisome, nem de cucharra pealo. Agora vou decantá-lo: passo a faca no rebolo, manuseio o fumo em rolo, vou soltando a versalhada inda que meio estropiada pra elogiar o Crioulo. É cavalo pra peão, de resistência e alento, mui barato o seu sustento, servindo para soldado, sabe dormir no molhado, agüenta firme o relento. É de pêlo bem variado: gateado, baio, lobuno, zaino, rosilho, cebruno, mouro, chita, também é, e às vezes sai pangaré, buenaço mesmo reiúno. Tordilho salino é Crioulo de muita lei pra nadar, bicho bueno pra apartar... não quero pêlo tostado nem tordilho apatacado... Tobiano só pra olhar... Um e quarenta de alçada é o tamanho especial, com mais de cinco é o ideal. Um e cincoenta é grandão, dando um tipo almanjarrão só pra cruzar banhadal. Gosto de "Peito de pomba" com costela bem arqueada: agüenta bem na tropeada, porque tem pulmão de ferro. Se o guasca le dá o "berro", tem o "folgo" pra arrancada. Cavalo de muita "massa" com muito pêlo na pata, pisando em cima ns mata: não agüenta o dia inteiro só serve para pipeiro e ao guasca sempre maltrata. Esse nunca foi Crioulo... Na certa que é de tração, não vale mais que um tostão: é matungo bem sotreta, não se mete de paleta, chora pra ser dormilão. Crioulo com muito "osso" não pode pular em valo precisa muito esporeá-lo para isso poder fazer e o mango firme meter, para conseguir passá-lo. Para que serve o güesudo? Mesmo assim ao batizá-lo, cabe sempre rechaçá-lo, padrillo não deve ser - e ninguém irá comer um caracu de cavalo! Para escolher o bom pingo aqui les dou instrução: olhe bem o seu garrão, busque a corda destacada, que a pata seja aprumada, e bem à mostra o tendão. "Cáalo" de bom movimento olho vivo se requer, boa anca se faz mister. O gaúcho e tarimbeiro, que se sai sempre folheiro pra escolher pingo e mulher! Não serve a canela fina, com muito pouco tendão: falta força no garrão, quase sempre anda caindo, pior que vaca parindo por cima de qualquer chão. Prefere o "casco de copo", nunca o casco de panela: falta força na canela, é um chaira pra tropeçar, se não sabe sair dela. A cabeça do Crioulo deve ser piramidal, se ajusta bem ao boçal, é mui linda de se ver e sempre de requerer num cavalo especial. Orelha de burro - não! "Cabano" de desprezar: abana, mesmo ao trotear... Prefiro orelha em tesoura cavalo que não desdoura e sabe se destacar. A crina deve ser larga... Cola fina: suspeitar! Somente buena pra atar, para "iludir o freguês", que é do Árabe ou Inglês que pode se originar. Foi esse cavalo bueno, trazido por espanhóis e, depois de muitos sóis, por aqui se reproduziu e o continente invadiu qual praga de caracóis. E a pastar sempre ao léu, caçado pela indiada, para servir de montada, por vezes carne les deu, pois o índio é mui "judeu" e aos outros nem deixa nada! Tendo o número aumentado, foi virando chimarrão... Cola arrastando no chão, procriou ao "Deus dará", junto à onça e ao guará, a correr pelo rincão... Agüentando as intempéries, muita chuva, muito frio, minuano, sede no estio, foi formando o seu valor: pra domar "dava calor" e afrouxar nunca se viu! Foi assim que ele venceu as forças da Natureza, pela sua fortaleza pra dar vida ao Continente, que tudo deve ao valente, que é ardor, força e beleza! A liberdade que tenho - eu e todo o bom gaúcho - despidos de qualquer luxo, devemos toda ao Crioulo, que foi o nosso consolo, para "ag%uentá o repuxo"! Nas cruas guerras passadas, tão bela parte tomou que o guasca as glórias ligou ao valor dessa montada, pois até de madrugada o pingo, firme, agüentou. Foi assim em "Trinta e Cinco", na campanha Farroupilha: o Crioulo na coxilha, só tendo capim no bucho. Foi comparsa do gaúcho da argola até a presilha. O mesmo em "Noventa e Três" ou em "Trinta" ou noutra data. O gaúcho não maltrata mas, se querem maltratá-lo, se tentarem "esporeá-lo", ele logo se "desata"! Em "Vinte e Três" também foi um companheiro ideal. Na serra, no pajonal, ele só se agüentou: muito mestiço afrouxou, por não ter valor igual! Poderia ir muito longe, descrevendo o meu cavalo... Mas deixo aqui de exaltá-lo, como pingo do gaúcho, que sabe "aguëntá repuxo", de coração adorá-lo. Por isso remato a "trança", antes que saia algum "bolo", embora fique o consolo de tê-lo cantado assim: um pingo que não tem fim - O meu cavalo Crioulo! |
CULINÁRIA GAÚCHA
CULINÁRIA GAÚCHA
O minuano que atravessa o Rio Grande do Sul no inverno, é tão forte que congela os pampas e castiga os gaúchos, somente com uma alimentação rica em calorias, repletas de carnes gordas, carreteiros bem fortes e sopas quentes, dão animo para enfrentar um frio tão intenso.
O churrasco é o prato típico do gaúcho, presente nos finais de semana e em dias festivos. O arroz "carreteiro" também compõe a tradicional cozinha gaúcha. Outros pratos, como o feijão mexido (feijão misturado com farinha de mandioca), o quibebe (purê de moranga), a "roupa velha" (sobras de carne com ovos mexidos), o "espinhaço de ovelha", o charque com mandioca, a paçoca de pinhão com carne assado, a couve refogada, o arroz com galinha, o "puchero" (cozido de carne com legumes) e o peixe, fazem parte da culinária rio-grandense. Além disso, os pratos feitos por gaúchos caçadores envolvem perdizes, patos e animais de médio porte, como a cutia e o capincho.
Arroz carreteiro
Arroz carreteiro
Ingredientes:200g de charque 4 colheres (sopa) de óleo
5 dentes de alho picados
1 cebola grande picada
4 tomates picados
3 pimentões picados
350g de arroz
sal a gosto
Modo de Preparo:
Leve ao fogo uma panela com água até ferver. Adicione a carne e deixe por meia hora. Retire do fogo, escorra a água e corte a carne em pedaços pequenos. Em uma panela, aqueça o óleo, junte o alho, a cebola, o tomate e o pimentão. Deixe cozinhar por cerca de 8 minutos, mexendo de vez em quando. Em seguida, junte o arroz, um pouco de água fervente e deixe cozinhar por 15 a 20 minutos. Adicione sal, se necessário.
Leve ao fogo uma panela com água até ferver. Adicione a carne e deixe por meia hora. Retire do fogo, escorra a água e corte a carne em pedaços pequenos. Em uma panela, aqueça o óleo, junte o alho, a cebola, o tomate e o pimentão. Deixe cozinhar por cerca de 8 minutos, mexendo de vez em quando. Em seguida, junte o arroz, um pouco de água fervente e deixe cozinhar por 15 a 20 minutos. Adicione sal, se necessário.
Os Dez Mandamentos do Chimarrão
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